sábado, 4 de dezembro de 2010

Um dia irá acabar. Eu sei disso.

Eu nunca desejei algo com tanta fé, nunca tive tanta ânsia de alcançar, nunca esperei com tanto vigor que esse momento chegasse, nunca senti um peso tão grande, algo que me impedisse que querer continuar, algo que se um dia acontecer ( sim, eu estou começando a duvidar) vai me fazer  mais feliz, por eu saberei que acabou e que nunca mais voltará. Sim, eu estou falando sobre o ano de 2010.

De longe esse dói um dos anos mais enfadonhos, chatos, irritantes e ao mesmo tempo envolvente que eu já tive. Nesse ano, eu criei o blog, fiz novas amizades através dele, desenvolvi ainda mais meu senso crítico, parei de roer minhas unhas, voltei a ser loira e entrei na academia. Ré.

Compreendi que a amizade está cada vez mais rara, e que nos dias de hoje é mais fácil encontrar um carteira repleta de dinheiro no meio da rua do que encontrar um bom e verdadeiro amigo.

Entendi que o amor por vezes não é aceito ou correspondido e que na maioria das vezes isso se torna um grande problema, com direito a brigas e inimizades.

Aceitei minhas responsabilidades, aprendi a lidar com as dificuldades, com a falta de coragem, com a dor, com a ira e com a inevitável frieza de coração.

Tornei-me mais forte, comecei a ver o mundo de outra forma, comecei a enxergar além do que meus olhos poderiam ver.

Comecei a não suportar, a me recusar a conversar, a querer ver arder certas pessoas que infelizmente existem na minha vida.

Voltei a amar, lentamente, voltei a reparar nas qualidades, fingir que os defeitos não existiam, aí descobri que isso tudo, no momento, não valia a pena. Não porque o amor não presta, ou não existe, apenas, pra mim, no momento ele não serve, e não me venham com reclamações!

Pra mim, foi difícil, complicado, cansativo, porém de certa forma reconfortante. Assim como todos os outros ele irá acabar.  Mas e você? Como foi pra você? Você compartilhou comigo algum desses momentos? Ou como a grande maioria, apenas contenta-se em ler e pensar sobre como as minhas faculdades são doentias?  Tudo bem, eu sei que são. Mas a loucura me proporciona mais do que alguns textos simples, não acha?

Boas festas pessoal.

Disse? Tá dito!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Rima puramente pobre

Hoje eu percebi o quanto pequenas coisas influenciam meu humor, percebi também que demorou um pouco pra que a falta dessas coisas me fizesse chorar. Chorar de desespero ao saber que não dei valor a isso quando eu o tinha. Hoje eu percebi que eu sinto falta dessas pequenas coisas. 


Sinto falta de andar de braços dados
De um abraço apertado
De um sorriso amarelado

Sinto falta de uma piada mal contada
De uma amiga lezada
De falar mal de uma prima meio tarada


Eu sinto falta não me sentir incapaz
De não perceber a falta que faz
E de ter alguém que me dê paz.

Eu sinto falta do meu grupinho
De ficar com segredinho
E de como tudo era inho.

Eu sinto falta de falar com seu braço
De sentir seu abraço
E de reclamar sobre o quanto você é alto. (não rima eu sei)

Eu sinto falta de falar sobre fé
De voltar a pé
E reclamar como você anda ‘de ré’

Eu sinto falta de um abrigo
Eu sinto falta de um verdadeiro amigo.
E você, sente falta de mim?

Disse? Tá dito.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eu prometo.

Sim, dessa vez é sério, eu vou voltar a escrever. Por quê? Sei lá, deu vontade, tive uma inspiração momentânea vinda do céu{?}, na verdade eu apenas voltei a sentir a vontade de escrever ao ler um blog novo.

Aproveitando pra fazer a propaganda, visitem http://www.mattsonranier.blogspot.com/ ( Mattson, agora tu me deve dez real u_u ).

Voltarei a escrver com uma cordem cronológica de 5 em 5 dias, certo? ( Voltar? Comassim voltar? Desde quando essa bagaça teve ordem alguma, à vá!)

 Afinal, escrever é mais do que falar um monte de besteira,  sobrealgo que deu na mídia ou algum causo que ocorreu com você. É passar suas emoções e seus pensamentos através de uma tela, e por mais que pareça, não é tão fácil assim.

 Eu perdi essa capacidade de passar o que eu sentia, talvez por não saber como colocar meus sentimentos ou talvez por não sentir absolutamente nada.

Um incidente que ocorreu esses dias me fez pensar, não devemos esconder o que sentimos, mesmo que alguém acabe com o braço machucado por isso.

Então, eu resolvi voltar, voltar a falar besteira, me revoltar com algo da TV, mostrar algo que eu escrevi como um conto ou um poema ou apenas pra contar algo que aconteceu comigo.

E cabosse.

Disse? Tá dito. :*

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que eles tinham de comum, afinal?

Ela gostava de desenhar, era comum, suas unhas sempre estavam sem cor nenhuma e com o couro do canto do polegar arrancado, o que na maioria das vezes fazia o mesmo sangrar,  ficava bem de laranja (francamente, quem fica bem de laranja? ) ou seja ela não era perceptível.

Ele? Ah, ele era o tipo que não tinha tipo, sabe? Quer dizer, sabia-se que ele gostava de computadores, era goleiro do time de pólo aquático (lê-se totalmente desvalorizado de condição física) e tocava bateria imaginária enquanto ouvia uma música que o empolgava.

Os pais dela eram um casal normal, que vivia uma vida normal, com empregos normais e que tinham, por sinal, tinham mais além de normalidade em comum, os dois tinham a mesma palavra favorita, adivinhem qual?  Não, não a palavra não é ‘normal’.

Os pais dele? O pai  morava em outra cidade, tinha outra família por lá, mas sempre ligava nas datas necessárias e nunca esquecia de mandar algo inútil no natal e no aniversário do tal rapaz.  A mãe? Ah, ela trabalha, trabalhava demais, tinha 2 empregos. Trabalhava tanto que pra ele, o tal rapaz, ela era apenas um vulto branco que passava na sua porta às 5 da matina gritando para que ele acordasse.

Ela contava nos dedos de uma única mão os caras com quem já havia ficado, amou cada um deles, mas sua normalidade incomodava os galantes pretendentes, chamavam-na de ‘sem sal’.

Ele? Jamais havia beijado uma garota, mas para não pagar de idiota, mentia e falava que coleira incomodava.
Resposta da pergunta inicial: nada. A não ser o fato do gostarem de atum.

Num dia de chuva, porque nem toda estória começa com um belo dia de sol , o tal rapaz e a tal moça continuavam vivendo a suas vidinhas.

Ela? Além de ter acordado tarde para escola, adormeceu e perdeu o ponto, quando acordou, já eram mais de 9 e meia e o cobrador gritava algo como “ Ei, moça, acorda!”. Ela fez o que qualquer cristão em sã consciência faria, xingou mentalmente o despertador, a mãe, o cobrador e por fim a si mesma.  Desceu ali, nunca tinha ido praquelas bandas. Como chovia ela correu pro lugar mais próximo, entrou, percebeu que algo ali cheirava bem, colocou a mão no bolso, é ela tinha alguns trocados pro “lanche” da escola.

Ele corria do ponto de ônibus até uma lanchonete muquefinha do outro lado da rua, sempre comia lá, tinha desconto, sua mãe era garçonete lá após as 19 horas da noite. Mas era hora do almoço.  Entrou rapidamente, estava lotado e ele encharcado.  Comprou o de sempre, sanduíche de atum. Comeu ali, no balcão mesmo, ele era ‘ de casa’.

Ela já havia tomado café e agora lia o cardápio para almoçar, pediu um sanduíche de atum, tinha aprendido a gostar de atum com o seu gato, seu nome era Boris, ele era gordo, gostava de atum. 

Ele terminou de comer e ficou conversando com uma das mulheres descabeladas e mal vestidas que ficavam atrás do balcão.

Ela terminou de comer, correu até o balcão, interrompeu, mas de uma forma educada, a conversa do rapaz e da tal mulher, entregou uma nota de 5, sorrindo. Mas o sorriso não durou muito, o 'lanche da escola' tinha dado 6 reais. É ela nunca foi boa em matemática.

Ela sorriu e disse algo como: “pendura na minha conta”. Por quê? E eu que sei, talvez ele tivesse acordado de bom humor hoje. Ou talvez tenha reparado nos olhos cheios de lágrimas da garota. Não, ele não era idiota, mas sabia que uma garota que estudava numa escola particular de renome não andaria por aí tentando tirar dinheiro de velhinhos ou de pessoas inocentes.

Ela fez algo repentino. Arrependeu-se, claro. Afinal, abraçar um desconhecido não é algo muito comum. Após perceber, recuou, pediu desculpas.

Ele apenas sorriu e disse algo do tipo: “Não precisa se desculpar, eu aceito um obrigado.”

“Obrigada”- Foi o que ela disse.

Resultado? Dois filhos e um casamento feliz. É o amor surge nas pequenas coisas.


Disse? Tá dito.


domingo, 12 de setembro de 2010

Comunicado.

O texto aqui presente foi retirado após, eu, a autora comprovar que o amor não complica, mas sim machuca.

Obrigada a todos que comentaram e mostraram sua opinião.